No debate de 12/12, a professora Rosa Chieza tratou da questão dos serviços públicos prestados pelo Estado como se os mesmos tivessem, com a redução física destes serviços, “perdido” espaço na gestão de políticas públicas locais. Na verdade, vejo que ocorreram dois movimentos combinados.
De um lado, as teses neoliberais, ao tomarem conta dos espaços nacionais e supranacionais na década de 90, trataram de esvaziar deliberadamente o estado.
De outro, com a chegada de opções de esquerda no nível municipal, com a construção de espaços de conselhos da sociedade (fruto de mobilização social) em diversas áreas e com mudanças introduzidas pela Constituição de 88, que previa aumento de serviços e responsabilidades dos municípios, como se viu na educação e saúde, principalmente, criou-se um ambiente propício para que estes entes federados assumissem aquilo que Estados e União queriam se livrar.
Ocorre que as responsabilidades não vieram acompanhadas dos instrumentos de financiamentos suficientes.
E isto agrava-se no RS, quando a equação financeira está muito longe de ser solucionada, o Governo finge estar equilibrado (Yeda equilibrada?) e as dívidas são empurradas com a barriga e a com a complacência cínica do empresariado.
Nosso programa de governo deve atentar para a relação com os Municípios, seja na política, seja nas finanças, pois este foi um dos temas relegados no último período.
18 / fevereiro / 2010 | 23:52
No debate de 12/12, a professora Rosa Chieza tratou da questão dos serviços públicos prestados pelo Estado como se os mesmos tivessem, com a redução física destes serviços, “perdido” espaço na gestão de políticas públicas locais. Na verdade, vejo que ocorreram dois movimentos combinados.
De um lado, as teses neoliberais, ao tomarem conta dos espaços nacionais e supranacionais na década de 90, trataram de esvaziar deliberadamente o estado.
De outro, com a chegada de opções de esquerda no nível municipal, com a construção de espaços de conselhos da sociedade (fruto de mobilização social) em diversas áreas e com mudanças introduzidas pela Constituição de 88, que previa aumento de serviços e responsabilidades dos municípios, como se viu na educação e saúde, principalmente, criou-se um ambiente propício para que estes entes federados assumissem aquilo que Estados e União queriam se livrar.
Ocorre que as responsabilidades não vieram acompanhadas dos instrumentos de financiamentos suficientes.
E isto agrava-se no RS, quando a equação financeira está muito longe de ser solucionada, o Governo finge estar equilibrado (Yeda equilibrada?) e as dívidas são empurradas com a barriga e a com a complacência cínica do empresariado.
Nosso programa de governo deve atentar para a relação com os Municípios, seja na política, seja nas finanças, pois este foi um dos temas relegados no último período.